A luta pela educação é a luta pelo Brasil
Não é segredo para nenhum brasileiro: o caminho para mudar o país passa, sem dúvida, pela educação. É através dela que se pode construir um Brasil melhor.
Aliás, os termos “educação” e “construção” são claramente próximos. A educação é a construção da sociedade – em um de seus aspectos mais amplos.
A luta que deve ser travada pela melhora e valorização da educação é a luta para melhorar o Brasil. É uma luta, portanto, pelo país. É a bandeira do povo que se levanta quando se defende uma educação de qualidade.
Mas, é preciso que se tenha em mente, a luta por esta bandeira – como toda luta – necessita de uma conscientização dos envolvidos. Nesse caso específico, a idéia da qual se deve partir para a defesa da melhora do país através da educação é: a educação só é prioridade quando a sociedade assim exige.
Isso remete ao fato de se ter, atualmente, um cenário de alarmante desvalorização da educação no Brasil, o que é muito grave. São sintomas desse crime, por exemplo: a desvalorização dos professores – não só no aspecto da remuneração financeira ruim quase generalizada, mas em relação, também, às péssimas condições de trabalho às quais muitos se submetem e à incapacidade de ter uma formação continuada; aceitação de uma imagem da juventude ligada à vagabundagem, em especial quando se encontra na faixa etária escolar; etc.
Portanto, voltando à idéia base: a educação só é prioridade quando a sociedade assim exige. Naturalmente, então, o passo inicial é fazer com que a sociedade perceba a necessidade da educação para a mudança (posto que já existe a idéia de que é possível e necessário melhorar o país).
Estudantes devem valorizar seus professores, suas escolas, o conhecimento adquirido no processo, bem como lutar por uma conscientização ampla do valor, propício à mudança, que se encontra tanto na juventude quanto na educação, difundindo a idéia de que, com educação de qualidade, a juventude estará pronta para fazer um país melhor.
Professores devem lutar por seus direitos, bem como incutir nos estudantes a idéia de valorização da educação, fator importantíssimo para construção de uma base para a mudança.
À sociedade em geral cabe, também, uma conscientização, sem dúvida. Mas deve-se perceber que essa mudança partirá, claramente, das escolas. Sairá delas a consciência necessária para a real luta pela educação que permitirá a todos os brasileiros, em conjunto, trabalhar na construção de um Brasil melhor.
Mudar é difícil, mas é possível e necessário! Basta dar o primeiro passo.
Sociedade robotizada! Três desafios para os robôs industriais
Se a indústria quer que os robôs realmente revolucionem as técnicas produtivas e a vida dos cidadãos neste século, será necessário antes começar a fabricar uma nova geração de robôs, com mobilidade, flexibilidade para lidar com diversas tarefas e, principalmente, com capacidade para interagir com os trabalhadores humanos.
Robótica industrial
Esta foi uma das conclusões de um evento internacional que reuniu na Espanha os maiores especialistas mundiais na área da robótica industrial. Ao contrário dos robôs humanóides e assistentes, vistos como “tecnologias futuras”, a robótica industrial é uma indústria madura, com mais de 40 anos de mercado e 1,2 milhão de robôs vendidos.
Mas igualmente verdade é que o mercado de robôs industriais não apenas não está crescendo, como diminuiu em 11% em 2006 e não foi capaz de se recuperar em 2007.
Foco estreito
Nos anos recentes, esta indústria voltou seus esforços de desenvolvimento unicamente para os processos industriais tradicionais. Mas os especialistas concluíram que a tendência para as próximas décadas aponta para uma nova robótica, capaz de atuar em diversas esferas – não apenas nos setores industrial e de serviços, mas também no entretenimento e no cuidado com pessoas enfermas e idosas.
Robôs não convencionais
Os especialistas em robótica industrial referem-se a essa nova geração de tecnologia como a era dos “robôs não-convencionais”, em referência aos robôs industriais convencionais, encontrados em indústrias de todo o mundo.
Capacidade de interagir com pessoas
A principal exigência dos robôs de nova geração, sejam para uso na indústria ou não, é que eles possam coexistir com pessoas, tornando-se capazes de trabalhar em cooperação direta com os outros trabalhadores das fábricas, conviver com as pessoas em uma casa e até nas ruas.
Ou, no mínimo, dividir o mesmo ambiente de trabalho com essas pessoas. Embora haja vários sistemas de segurança, a área ocupada pelos robôs industriais hoje é praticamente proibida para os trabalhadores, devido ao alto risco de acidentes. Quando esse objetivo for alcançado, ao mesmo tempo esses robôs terão se tornado viáveis para serem empregados em outros setores, como o de serviços e de entretenimento.
Robôs com mobilidade
Outro aspecto levantado no evento é que os robôs industriais não-convencionais terão que ser capazes de se movimentar em ambientes não estruturados. Ficar andando de um lado para o outro em ambientes criteriosamente demarcados não é o suficiente.
Robôs mais baratos
Finalmente, concluíram os especialistas, os robôs terão que ser mais baratos. A indústria de robôs industriais está vendo o surgimento de empresas igualmente dedicadas à robótica no outro extremo do mercado, atendendo a necessidades de usuários domésticos.
Enquanto um robô industrial custa dezenas ou centenas de milhares de dólares, um robô capaz de aspirar o chão da casa sozinho pode ser comprado por pouco mais de US$200,00. Se as empresas fabricantes de robôs industriais quiserem realmente se reinventar e ajudar a criar esses novos mercados, elas terão que saber gerar tecnologias a custos mais baixos.
Sociedade robotizada
Os roboticistas acreditam que uma sociedade robotizada deverá emergir ao longo dos próximos dez anos. Segurança, monitoramento ambiental, construção, educação, entretenimento e assistência pessoal são apenas alguns exemplos, a ponta de um iceberg de um mercado emergente gigantesco.
Esta nova era da robótica não deverá ser apenas uma oportunidade para os próprios fabricantes dos robôs, mas também para os usuários, que poderão otimizar suas tarefas diárias e até seu desempenho pessoal e profissional.
As oportunidades estão postas, disseram os especialistas. Agora só falta colocar os cérebros para funcionar e desenvolver a capacidade tecnológica que atenda a esse mercado nascente.
A democracia está de olho!
A Justiça Eleitoral tem veiculado, recentemente, em alguns meios de comunicação, propagandas nas quais defende a idéia de que os eleitores precisam estar continuamente atentos aos atos dos políticos nos quais votaram e que foram eleitos nas últimas eleições.
Uma boa idéia? Sim. Na verdade, uma ótima idéia. É preciso e importante que algo assim seja divulgado. Entretanto, existe aí um equívoco.
Uma das belezas dos regimes de democracia representativa – sistema em vigor no Brasil – é a de os eleitores terem plena liberdade de escolher seus candidatos nas eleições. No entanto, finalizado o processo eletivo, os eleitos convertem-se, automaticamente, ao serem conduzidos aos seus respectivos cargos, em representantes de todos. Seus eleitores e os que não lhes deram seus votos. A representação não pode e não deve ter exceções.
Naturalmente, então, a idéia que deveria ser propagada pela Justiça Eleitoral é a da importância de os brasileiros estarem atentos às ações daqueles políticos que os representam. Não somente daqueles que elegeram.
Estar de olho nas ações deles é uma forma de garantir que o trabalho feito seja pelo país, conforme deve ser. É também a melhor forma de selecionar os candidatos merecedores de votos nas próximas eleições e de notar aqueles que não cumprem sua função de representar a população e trabalhar por ela.
Indo um pouco mais além, então, é possível dizer que o acompanhamento contínuo das ações dos políticos, além de ser uma forma de garantir que eles trabalhem pelo país, é uma forma de lutar contra a “demagogia eleitoreira” daqueles que só querem as vantagens dos cargos e que pouco (ou nada) fazem para o progresso do país. Estes, usualmente, aparecem só em ano de eleição, buscando os eleitores desatentos ao cenário político.
Saber o que é feito com o dinheiro e, mais importante, com o poder dado aos políticos pela população é obrigação de todos. Mais que isso: é direito. Direito adquirido, coisa da qual não se pode abrir mão!
Quando a propaganda afirma que “O Brasil é tão bom quanto o voto que você colocou na urna”, objetiva chamar os brasileiros à responsabilidade de construir um país melhor. Um acerto incontestável dessa campanha de conscientização.Para cumprir esse objetivo, portanto, acompanhe o trabalho de seus representantes. A democracia está de olho!
Epidemia Viral na rede
O número de programas encontrados na rede atingiu níveis sem prescedentes. É o que afirmam empresas de segurança como a TrendMicro, Sophos e Symantec.
Os números variam mas as estimativas chegam a uma média de cinco vezes mais malwares em 2007 comparado a 2006. A Panda Software, uma conceituada empresa de segurança, afirma que cerca de 3.000 novos malwares são criados todos os dias. O número de softwares espiões (spywares) vem crescendo assustadoramente, o que demonstra que já a algum tempo o objetivo dos crackers de plantão deixou de ser incomodar e causar danos, para partir à prática do roubo. Eles adotam técnicas para dificultar a detecção pelos softwares anti-vírus, fazendo com que a maioria dos infectados não tenham ciência do problema.

A organização que testa de softwares de segurança, a AV Test, reportou que 5,49 milhões de novos malwares foram criados em 2007, cinco vezes mais que os 972,606 reportados em 2006. Eles chegaram a este total analisando esses programas maliciosos e gerando uma espécie de impressão digital para cada exemplar único. A organização ainda testou os softwares existentes, para ver a capacidade de detecção e remoção. A Panda Software categorizou a situação de uma epidemia de malware.
A maioria esmagadora dos vírus, como sempre, afeta apenas usuários do Microsoft Windows. Grande parte destes vírus, é também uma variante de vírus antigos, remodelados para se tornarem novos.
As empresas de segurança afirmam estar implantando novas técnicas de combate ao número crescente de variantes de malware. Veremos 2008.
Fica aqui a dica de sempre: Bom senso no uso da rede.
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O barco Brasil
Pode parecer difícil para muitos notar tal coisa, mas estão todos no mesmo barco: o governo, a oposição e a população brasileira em geral. O barco, que leva todos estes, juntos, mar a dentro, é o “barco Brasil”. Mas, ainda que seja o mesmíssimo barco, as visões sobre ele e/ou sobre a forma de comandá-lo (naturalmente) divergem: o Governo acha que a não-prorrogação da CPMF foi uma avaria no casco, e já começava a ver a proa afundando. Mas mexeu daqui, cortou dali, aumentou imposto aqui e acolá, e viu chances de o casco estar novamente bom para navegar.
Mas os reparos vão continuar. Seus integrantes já pretendem bradar: “Avançar com toda a força!”. A oposição, do outro lado (do mesmo barco!), acha que a CPMF era uma âncora muito pesada, que só fazia atrapalhar o bom rendimento do “barco Brasil” em seu rumo ao progresso. Lançou-a ao mar assim que pôde. Agora, entretanto, ganhou outro peso para se preocupar, com os “reparos no casco” feitos pelo Governo. Já está se movimentando, e também mostra intenção de bradar: “Avançar com toda a força!”.
A população, afastada das decisões dos comandantes do barco, mas balançando-se com elas, só pode notar uma coisa: com casco avariado ou não, com muito peso ou não, essa viagem só se mostra muitíssimo cara e desgastante. O balançar das ondas, neste barco, faz com que todos fiquem nauseados. O Governo só trocou a CPMF que a oposição descartou por novos aumentos de impostos. Quem não tem seis, pede meia dúzia. A oposição, por sua vez, já se prontifica a lançar mais um “peso” ao mar.
Todos dizem estar trabalhando para que o barco Brasil siga seu rumo. E, nesse balanço das ondas, a população espera ansiosa alguma solução definitiva e benéfica para todos, antes que o barco (que é de todos) comece, realmente, a correr o risco de afundar. Espera que os comandantes descubram que estão todos no mesmo barco. Torce por isso. Os “marinheiros”, segurando-se firmemente no balançar do “barco Brasil”, esperam a solução. Esperam o famoso brado: “Terra à vista!”. Será o anúncio de que o Brasil, enfim, tomou o rumo certo.
Retorno
Seguindo o que alguns já chamam de “tradição nacional” de começar o ano depois do carnaval, a Tribuna em Foco anuncia que está retornando às suas atividades nesta data.
Sejm bem vindos. E… Feliz início de 2008.