“Não me expressei bem” – Repercussão de uma debilidade de expressão

“Essa moça tem, com certeza, alguma debilidade mental, porque em nenhum momento ela manifestou sua menoridade”. Com estas palavras, o Delegado–Geral da Polícia Civil do Pará, Raimundo Benassuly, tentou lançar a culpa da prisão da menor identificada pela mídia como “L” em uma cela com vários homens à própria prisioneira.
Fatos como estes chocam toda a sociedade, inevitavelmente. É reflexo do despreparo de alguns para ocuparem certos cargos.
O sr. Raimundo Benassuly, sim, é um débil, pois apresenta grande debilidade de compreensão da repercussão de suas palavras, em especial neste caso. Além disso, mostra ter uma enorme debilidade lingüística, pois tentou corrigir seu erro com: “Não me expressei bem, nossa preocupação era com o estado psicológico e mental dela. Fiquei preocupado, imagina o que significa ser violada todo dia por vários homens?”.
Seguindo o exemplo da governadora do estado que foi cenário desta barbárie, Ana Júlia Carepa (PT), deve-se repudiar a ação do inconseqüente Delegado-Geral. Um comentário como este seria intolerável saído da boca de qualquer pessoa, mas no cargo que o sr. Benassuly ocupa, isso é totalmente inadmissível.
Saíram lesados do episódio, não só a vítima “L”, bem como a Polícia Civil paraense que, fatalmente, foi representada por este imprudente Delegado – o qual não honra tal representação, muito menos o cargo que ocupa; além, é claro, do próprio Raimundo Benassuly.
A solução? Evitar que pessoas com tal debilidade de compreensão do cargo que ocupam cheguem a ocupá-los. É preciso preparo, é preciso prudência e, acima de tudo, juízo. Coisas que faltam ao sr. Raimundo Benassuly, um débil.