Raio laser destrói vírus no sangue
Destruir os vírus no interior do corpo utilizando um raio laser pode parecer uma boa idéia para filmes de ficção científica. Mas o pesquisador Shaw-Wei David Tsen, da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, acaba de demonstrar que o conceito é viável e funciona extremamente bem.
Descontaminação do sangue
Hoje, quando uma amostra de sangue para transfusão precisa ser descontaminada, ela é tratada com irradiação de raios ultravioleta. O método funciona, mas deixa um rastro de células danificadas e até com mutações. Tsen, que é estudante de imunologia, discutiu o assunto com seu pai, que é especialista em raios laser. O resultado da conversa foi realmente um presente de pai para filho – “Por que você não usa raios laser?”
Os raios laser conseguem atravessar a água, que é um elemento altamente absorvedor de energia e interfere largamente com as ondas ultrassônicas. Desta forma, teoricamente, o laser conseguiria passar pelo líquido ao redor dos vírus e dar-lhes uma sacudida tão forte que eles seriam destruídos instantaneamente.
Laser pulsado destrói vírus
Da teoria à prática foi um passo. Utilizando um laser pulsado de baixa potência, Tsen conseguiu reduzir a quantidade de vírus em uma solução entre 100 e 1000 vezes. “Eu repeti o experimento várias vezes para convencer a mim mesmo que o laser funcionava tão bem,” diz ele.
O laser pulsado é diferente dos lasers tradicionais, que emitem um feixe de luz contínuo. “Nosso laser envia repetidamente um rápido pulso de luz e então interrompe, permitindo que a solução ao redor do vírus se resfrie,” explica ele. “Isso reduz significativamente os danos que o calor causa aos componentes normais do sangue.”
O pulso de laser causa uma intensa vibração que destrói a capa protetora do vírus. O cientista teve que descobrir a dose precisa – a potência do laser a ser aplicada – capaz de destruir apenas os vírus e deixar as demais células intactas.
Fonte: Inovação Tecnológica
Livro: instrumento de liberdade e poder!

Hoje, no Dia Nacional do Livro (29 de outubro), nada poderia ser mais adequado e simples que recomendar ao internauta que chegou à Tribuna em Foco que se renda, também, ao maravilhoso mundo dos livros.
Não existe forma mais maravilhosa de viajar; de conhecer “pessoas”, no caso, personagens; conhecer novos mundos… É também a melhor forma de conhecer o próprio mundo, o “mundo real”; as pessoas que aqui estão ou estiveram… Enfim, não pode existir caminho melhor para o conhecimento!
Para tão valioso “objeto”, passaporte para o crescimento em todos os sentidos, este post é dedicado. E, sem maiores delongas, esta é a mensagem:

Os Mamíferos
Os mamíferos (do latim Mammalia) constituem uma classe dos animais vertebrados que se caracterizam pela presença de glândulas mamárias nas fêmeas, que produzem leite para alimentação dos filhotes, e a presença de pêlos ou cabelos. São animais homeotérmicos, ou seja, “sangue quente”. O cérebro controla a temperatura corporal e o sistema circulatório, incluindo o coração. Os mamíferos incluem 5.500 espécies (incluindo seres humanos), distribuído em aproximadamente 1.200 gêneros, 152 famílias e até 46 ordens, embora isto possa variar de acordo com o esquema de classificação. Atualmente incluem 5.500 espécies distribuídas em 1.200 gêneros, 152 famílias e 46 ordens.
Os mamíferos apresentam um número relativamente pequeno de espécies se comparado com as aves (9.600) ou com os peixes (35.000), e até insignificante se comparado com os moluscos (100.000) e os crustáceos e insetos (10.000.000). Seus números estão mais próximos aos répteis (6.000) e aos anfíbios (5.200). Entretanto, na diversidade corpórea, tipos locomotores, adaptação ao habitat, ou estratégias alimentares, os mamíferos excedem todas as demais ordens.
O tamanho corpóreo dos mamíferos é altamente variável, sendo seus extremos a baleia-azul (Balaenoptera musculus) com 30 metros de comprimento e chegando a pesar 220 toneladas (200, 000 kg), o maior mamífero já existente; o elefante africano (Loxodonta africana) com 3,5 metros de altura (até os ombros) e 6,6 toneladas (6,000 kg), o maior mamífero terrestre atual; e o musaranho pigmeu (Suncus etruscus) e o morcego-nariz-de-porco-de-Kitti (Craseonycteris thonglongyai) com cerca de 3-4 centímetros de comprimento e até 2 gramas de peso, os menores mamíferos até hoje descobertos.
Os mamíferos estão distribuídos em praticamente todas as regiões do globo. A única área terrestre extensa onde eles não estariam presentes é a Antártida, mas mesmo assim, focas são encontradas em suas costas. No outro extremo, poucas espécies são encontradas, ursos polares (Ursus maritimus) têm sido encontrados até 88°N e focas aneladas (Phoca hispida) têm alcançado as vizinhanças do Pólo Norte. Mamíferos são encontrados em todos os continentes remanescentes, em todas, exceto as mais remotas ilhas, e em todos os mares e oceanos da Terra.
Mamíferos marinhos podem ser encontrados a uma profundidade de até 1.000 metros, enquanto mamíferos terrestres podem ser vistos do nível do mar até elevações acima dos 6.500 metros. Eles estão distribuídos em todos os biomas, incluindo tundra, desertos, savanas e florestas. Espécies pertencentes a variadas famílias tem se adaptado ao modo de vida aquático em pântanos, lagos e rios. Eles estão presentes tanto abaixo da superfície terrestre, no caso de animais subterrâneos e escavadores, quanto acima dela, nos galhos das árvores no caso dos animais arbóreos, ou até pelo vôo, no caso dos morcegos.
A distribuição geográfica dos mamíferos é muito variada. A ordem Tubulidentata, cujo único representante é o porco-da-terra (Orycteropus afer) é endêmica da África. Os monotremados (ornitorrinco e as equidnas) e quatro ordens de marsupiais (Dasyuromorpha, Notoryctemorpha, Peramelemorpha, Diprodontia) estão confinados a região australiana. Duas ordens de marsupiais (Paucituberculata e Microbiotheria) são encontradas somente numa área restrita da América do Sul. As duas maiores ordens, Rodentia e Chiroptera, ocorrem naturalmente em todos os continentes, exceto Antártida, e foram os únicos a terem alcançado muitas ilhas oceânicas. Artiodátilos e carnívoros ocorrem em todos os continentes, exceto Antártida e Austrália, embora representantes de ambos tenham sido introduzidos na Austrália. Os cetáceos e os pinipédios são os grupos mais amplamente distribuídos pelo planeta.
Variação similar ocorre no nível de família e espécie. Nenhuma espécie de mamífero é naturalmente cosmopolita, ou seja, ocorra em toda a região e em todo habitat, embora algumas espécies tenham uma ampla distribuição cobrindo vários continentes. O lobo (Canis lupus) e a raposa-vermelha (Vulpes vulpes) são os animais terrestres mais amplamente distribuídos cobrindo grande parte do Hemisfério Norte. No Novo Mundo, a onça-parda (Puma concolor) apresenta a maior distribuição, ocorrendo do Canadá ao Chile. No outro extremo, certas espécies possuem distribuição restrita, não passando de poucos quilômetros quadrados, como por exemplo, a toupeira dourada da África do Sul.Outros mamíferos apresentam uma distribuição descontinua. Ela pode ser natural, como é o caso da lebre-da-montanha (Lepus timidus) que habita as regiões polares e boreais da Eurásia, mas uma população é encontrada nos Alpes, uma relíquia da última era glacial. Ou pode ser um fenômeno induzido pelo homem, como no caso do leão (Panthera leo), que atualmente é encontrado em partes da leste e sul da África e na Índia, mas que já habitou o norte da África, Oriente Médio, sul da Europa e sul da Ásia, e até mesmo a América do Norte, no final do Pleistoceno.
A diversidade e a riqueza da fauna mamífera são influenciadas por diversos fatores complexos combinados, entre eles, a história evolutiva, o grau de isolamento e a complexidade do habitat.
A Terra e os filhos da Terra

O texto a seguir foi usado, em certa discussão que tratava da questão do Desenvolvimento Sustentável, a fim de suscitar a reflexão no que tange ao respeito para com a terra/Terra. Sendo este um tema bastante atual e urgente, vale a pena sua reprodução aqui.
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Leia. Reflita.
Trechos de uma carta enviada pelo líder do povo Seattle ao presidente dos Estados Unidos em 1855, quando este enviou aos índios uma proposta de compra das terras onde viviam, no Noroeste do país.
Carta do líder indígena Seattle
(…)
Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo reluzente de um pinheiro, cada punhado de areia da praia, a penumbra na floresta densa, cada clareira e cada inseto a zumbir são sagrados na tradição, na memória e na consciência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho.
Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia são nossos irmãos. Os picos rochosos, os sulcos úmidos nas Campinas, o calor do corpo do potro e o homem – todos pertencem à mesma família.
(…)
Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, devem lembrar-se de que ela é sagrada e devem ensinar às suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida de nosso povo. O murmúrio das águas é a voz dos nossos ancestrais.
Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos, e seus também. E, portanto, devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.
(…)
Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem às suas crianças o que ensinamos às nossas: que a terra é nossa mãe. Tudo o que ocorrer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos.
Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo.
O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.
[Preservação do meio ambiente: manifesto do chefe Seattle ao presidente dos EUA. São Paulo: Babel Cultural, 1987.]
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De certa forma é até um tanto quanto profético, não? Pense nisso!
Ciência e Tecnologia
A Ciência e a Tecnologia sempre estiveram muito próximas uma da outra. Geralmente, a ciência é o estudo da natureza rigorosamente de acordo com o método científico. A tecnologia, por sua vez, é a aplicação de tal conhecimento científico para conseguir um resultado prático.
Como exemplo, a ciência pode estudar o fluxo dos elétrons em uma corrente elétrica. Este conhecimento foi e continua sendo usado para a fabricação de produtos eletrônicos, tais como semicondutores, computadores e outros produtos de alta tecnologia. Esta relação próxima entre ciência e tecnologia contribui decisivamente para a crescente especialização dos ramos científicos.
Por exemplo, a física se dividiu em diversos outros ramos menores como a acústica e a mecânica, e estes ramos por sua vez sofreram sucessivas divisões. O resultado é o surgimento de ramos científicos bem específicos e especialmente destinados ao aperfeiçoamento da tecnologia, de acordo com este quesito podemos citar a aerodinâmica, a geotecnia, a hidrodinâmica, a petrologia e a terramecânica.
Dependendo do contexto, a Tecnologia pode ser:
- As ferramentas e as máquinas que ajudam a resolver problemas;
- As técnicas, conhecimentos, métodos, materiais, ferramentas, e processos usados para resolver problemas ou ao menos facilitar a solução dos mesmos;
- Um método ou processo de construção e trabalho (tal como a tecnologia de manufatura, a tecnologia de infra-estrutura ou a tecnologia espacial);
- A aplicação de recursos para a resolução de problemas;
- O termo tecnologia também pode ser usado para descrever o nível de conhecimento científico, matemático e técnico de uma determinada cultura;
- Na economia, a tecnologia é o estado atual de nosso conhecimento de como combinar recursos para produzir produtos desejados (e nosso conhecimento do que pode ser produzido).
A tecnologia é, de uma forma geral, o encontro entre ciência e engenharia. Sendo um termo que inclui desde as ferramentas e processos simples, tais como uma colher de madeira e a fermentação da uva respectivamente, até as ferramentas e processos mais complexos já criados pelo ser humano, tal como a Estação Espacial Internacional e a dessalinização da água do mar respectivamente. Frequentemente, a tecnologia entra em conflito com algumas preocupações naturais de nossa sociedade, como o desemprego, a poluição e outras muitas questões ecológicas, filosóficas e sociológicas.
…
Em primeiro lugar, gostaria de me desculpar pela falta da semana passada.
Em segundo lugar, gostaria de me desculpar mais uma vez, por não poder postar hoje. Tive alguns contratempos, semana de provas etc.
Mas… A partir da semana que vem, volto a postar normalmente.
Oásis Digital
“Human Network” ou Rede Humana, é o que diz uma propaganda desenvolvida pela Cisco – grande empresa do ramo de redes de computadores. Este é o futuro planejado. Estima-se que eu algumas décadas será impossível ao ser humano existir sem o uso das redes. Nos dias de hoje já possível ver a dependência crescente das pessoas ao mundo interligado. Não apenas quando estamos navegando na internet, mas, as redes fazem partes de nossas vidas de várias outras formas. O celular que falamos, o telefone que atendemos, os e-mails que passamos, as compras que fazemos, muito de nosso mundo está interligado por algum tipo de rede. O uso das redes permitiu uma interatividade jamais vista antes e esse uso vem se tornando cada vez mais parte de nós, daí o conceito de “Rede Humana”.
Então, o que devemos esperar do futuro? Isso pode ficar para a imaginação de vocês… Trataremos agora de algo que está sendo implantado em diversas cidades no mundo, inclusive no Brasil, as chamadas cidades digitais. Nos últimos anos, surgiram cerca de duas dezenas de cidades digitais no país. São pequenos municípios cujos prédios administrativos, as escolas e os postos de saúde estão interconectados, os serviços municipais foram digitalizados e a rede pública de internet, em diferentes graus, está disponível para ser acessada pela população. São verdadeiros oásis digitais em meio ao deserto que é o Brasil em termos de democratização do acesso à rede mundial de computadores. Diante do sucesso desses projetos, o governo federal planeja alastrá-los país afora, com um plano nacional de cidades digitais. Paralelamente, o Estado do Rio de Janeiro planeja ser o primeiro Estado digital do país, transformando todos os seus 92 municípios em cidades digitais nos próximos três anos, com um investimento de R$100 milhões, no mínimo.
Os projetos existentes nasceram, em sua maioria, de iniciativas municipais, com ajuda, muitas vezes, da iniciativa privada e do Ministério das Comunicações. A maioria optou por montar redes sem fio, utilizando diferentes tecnologias e fornecedores. Os modelos diferem entre sim, assim como o próprio conceito de cidade digital. Para alguns, o ponto principal é conectar os prédios públicos à internet e reduzir a burocracia. Para outros, o mais importante é a inclusão digital, oferecendo o acesso à população. Mas na maioria dos projetos, incluem as duas coisas.
“Cidade digital não é instalar uma rede. É mudar a cultura local, criar novos hábitos e novos mercados. É a inserção na sociedade do conhecimento. E é permitir que a população seja também sujeito ativo no projeto”, descreve o professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), coordenador do projeto Piraí Digital. Convidado a participar de um projeto piloto do governo federal, devido ao sucesso de seu projeto, orçado em R$9 milhões, que será levado a seis cidades este ano: Almenara/MG, Cacique Doble/RS, Garanhuns/PE, Goiás/GO, Lavrinhas/SP e Pindorama/TO. Será realizado um estudo dos resultados obtidos para então desenhar um modelo que possa ser levado aos outros milhares de municípios.
Segundo o diretor do departamento de inclusão digital do Ministério das Comunicações, Heliomar Medeiros, há cerca de 700 cidades no Brasil hoje atendidas com banda larga e outras 2 mil onde a iniciativa privada poder vender o serviço e ter retorno. O foco do plano nacional são os milhares de municípios restantes. “São cidades carentes onde o poder público precisa entrar”, descreve Medeiros.
Um modelo a ser observado é o da cidade fluminense de Piraí. A idéia do projeto era romper com o conceito tradicional de inclusão digital com telecentros isolados. Em vez disso, Piraí construiu uma grande rede de acesso com Wi-Fi e algumas tecnologias terrestres, cobrindo 100% do município. A proposta é que essa rede suporte ações de governo eletrônico, de educação e de cultura, além de servir de acesso a preços baixos para toda população e ás empresas que se instalam na cidade. Algumas empresas que vieram à cidade nos últimos anos obtiveram o acesso a rede público em troca de doações de equipamentos, como computadores para escolas públicas.
Um ponto considerado fundamental por especialistas é a capacitação das pessoas que farão uso dessas redes. Também é fundamental oferecer ferramentas e conteúdo adequados à realidade da cidade. “Você coloca banda larga para quem e para quê? O fato de disponibilizar a ferramenta é valioso, mas você tem que oferecer serviços que facilitem a vida do cidadão”, diz Celso Torquato Franco, prefeito de Sud Mennucci/SP, uma das primeiras cidades digitais do país.
Recentemente, foi concluído em Paris a disponibilização de conexão Wi-Fi em pontos turísticos, como museus, praças, monumentos e outros, gratuitamente, não apenas para a população, mas para os milhares de turistas que transitam na cidade diariamente. Embora posso parecer pouco, é um grande atrativo para muitas pessoas. No mundo moderno nada mais cômodo que poder acessar a rede de seu laptop em plena praça pública, sem nenhum ônus. Em Porto Alegre/RS, optou-se por algo parecido, embora em menor escala. O acesso às redes Wi-Fi é liberado em alguns parques e praças da cidade.
Uma alternativa aos custos gerados pela disponibilização gratuita dos serviços, é formar uma parceria público-privada (PPP). A lei das PPP’s já foi aprovada no Rio de Janeiro, onde a idéia é que o acesso até 128kbps seja gratuito. Acima disso, será comercializado. Um dos maiores problemas é desenvolver um projeto auto-sustentável de cidades digitais. Muitos foram criados com ajuda da iniciativa privada, através da doação de equipamentos. Como no caso de Tiradentes/MG, onde a rede Wi-Mesh foi montada pela gigante Cisco (incluindo os equipamentos), cobrindo 70% de seu território, como um projeto piloto. Não dá para depender da boa vontade das empresas para um projeto em larga escala. Aliás, a própria boa vontade das empresas está acabando. A Cisco, que patrocinou muitos dos projetos, não parece disposta a arcar com novas iniciativas. O diretor de novos negócios da empresa, Jorge Coelho, afirma que pensará “quinhentas vezes” antes de topar um novo patrocínio: “Ninguém vai doar mais. A idéia é parar com os projetos-piloto e passar a fazer negócios”.
É difícil medir os resultados dos projetos digitais apenas com indicadores econômicos. Em Piraí, por exemplo, é verdade que houve crescimento no PIB, no recolhimento de ICMS e até no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Mas as melhorias não podem ser atribuídas apenas ao projeto Piraí Digital, e sim a um conjunto de fatores, incluindo diversos atrativos fiscais para as empresas. A maior mudança está na cultura da população, que agora lida com informática e internet com muito mais intensidade. Em Tiradentes, os funcionários da prefeitura relatam que algumas crianças aprenderam a ler em seis meses para conseguirem navegar pela rede mundial. Em Sud Mennucci, uma escola apareceu entre as dez melhores do Estado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) divulgado recentemente pelo MEC. “É claro que esse resultado não foi só por causa da internet, mas eu não tenho dúvida de que ela contribuiu para o desenvolvimento do aluno e do professor”, afirma o prefeito. Um curioso benefício em Tiradentes, foi o aparecimento do turista tecnológico, que se interessa pela cidade justamente porque há acesso livre em todo o centro histórico.
“Human Network”, o futuro parece, cada vez mais, impossível sem redes.