Tribuna em Foco

Opiniões merecem destaque!

A polêmica de um jogo

Sexta feira é o dia de Games & Entretenimento.

O que a famosa Rockstar tinha na cabeça para batizar seu novo jogo como “Bully”? O termo se refere aos maus tratos físicos e psicológicos que alguns alunos sofrem nas escolas, um fenômeno muito sério em alguns países e que estaria ligado a tragédias de estudantes baleando seus colegas, como no caso da cidade de Columbine. O nome rendeu tantas polêmicas que a produtora se viu obrigada a trocá-lo na Europa e na Austrália para o horrível “Canis Canem Edit”, termo em latim que significa “cão come cão”.
Em algumas cidades esse jogo foi proibido pelo fato de dar maus exemplos aos filhos.
Muitos repetiam o que viam no jogo na escola, como se nada de mal acontecesse. Bully é mais escolar.
Em vez de crimes, delinqüências juvenis ou, se quiser, um senso de justiça todo peculiar, no lugar de policiais, inspetores de escola e, na hora de tirar as diferenças, nada de artilharia pesada, mas socos, chutes e algumas armas caseiras, como estilingue e bolinhas de gude.
Como vimos em muitos casos na vida real.
Os jogos mostram a realidade e nos dão um mundo alternativo. Mas muitas vezes esse mundo alternativo não tem saída.
Devemos ficar alertas e cuidar dessa nossa juventude, principalmente das crianças.

sexta-feira, 29/06/2007 Publicado por | Games & Entretenimento | 10 Comentários

A Noiva de Tarantino

http://tribunaemfoco.wordpress.comMisture uma ótima trilha sonora, bastante sangue, coloque um pouco de espadas samurais e faroeste. Parece algo caótico, mas é apenas Quentin Tarantino e sua noiva vingativa. O filme é Kill Bill, que teve seu primeiro volume estreado em 2003 e a continuação em 2004. Não é uma obra simples, para se entender é preciso assistir os dois volumes, pois não segue uma ordem cronológica, já que é dividido em volumes nas duas partes que vão e voltam na história o tempo todo. Kill Bill foi escrito para ser uma história de ação e realmente cumpre esse papel, mas o interessante é, que mesmo no meio de tanta ação, Tarantino coloca drama e alguns traços de humor.

A trilha sonora ajuda bastante na trama, tendo belas misturas de músicas tristes e que remetem vingança. Um bom exemplo é a cena em que a Noiva mata O-ren Isshi, interpretada por Lucy Lyu. No início da batalha temos uma regravação de Don’t Let Me Be Misunderstood (The Animals) feita pelo grupo Santa Esmeralda e no final ainda ouvimos Flower of Carnage, da japonesa Meijo Kaji. A diferença é que a primeira música é totalmente animada e a segunda é completamente triste. Seria uma investida fracassada essa mistura oscilante entre duas músicas opostas, porém, junto com as imagens do vídeo, as falas, as atrizes, o cenário, fica tudo perfeito.

Essa é a magnitude de Tarantino. Saber misturar, escolher bons atores e ter uma ótima história. O próprio disse que Kill Bill foi um teste, até aonde ele coneguiria chegar, o quão bom ele poderia ser. E, para os bons fãs de filmes do tipo, Tarantino agradou e passou no teste.

Fica para os amantes de Tarantino, ou de misturas, a dica. Kill Bill não é um filme de se deixar na estante da locadora. E se já viu, reveja. Difícil de enjoar de uma obra como essa!

NT: As Quintas-Feira, serão dedicadas à Cinema/TV & Literatura (NT by Carlos Colen)

quinta-feira, 28/06/2007 Publicado por | Cinema & TV | 4 Comentários

A Arte das Musas

Quarta-Feira, dia da Arte das Musas aqui no Tribuna em Foco. Mas o que seria a “Arte das Musas? Do grego μουσική τέχνηmusiké téchne, a arte das musas constitui-se basicamente de uma sucessão de sons e silêncio organizada ao longo do tempo, ou seja, a música. É considerada por diversos autores como uma prática cultural e humana. Atualmente não se conhece nenhuma civilização ou agrupamento que não possua manifestações musicais próprias. Embora nem sempre seja feita com esse objetivo, a música pode ser considerada como uma forma de arte, considerada por muitos como sua principal função. Também pode ter diversas outras utilidades, tais como a militar, educacional ou terapêutica (musicoterapia). Além disso, tem presença central em diversas atividades coletivas, como os rituais religiosos, festas e funerais.

Há evidências de que a música é conhecida e praticada desde a pré-história. Provavelmente a observação dos sons da natureza tenha despertado no homem, através do sentido auditivo, a necessidade ou vontade de uma atividade que se baseasse na organização de sons. Embora nenhum critério científico permita estabelecer seu desenvolvimento de forma precisa, a história da música confunde-se, com a própria história do desenvolvimento da inteligência e da cultura humanas.

Definir a música não é tarefa fácil, porque apesar de ser intuitivamente conhecida por qualquer pessoa, é difícil encontrar um conceito que abarque todos os significados dessa prática. Mais do que qualquer outra manifestação humana, a música contém e manipula o som e o organiza no tempo. Talvez por essa razão ela esteja sempre fugindo a qualquer definição, pois ao buscá-la, a música já se modificou, já evoluiu. E esse jogo do tempo é simultaneamente físico e emocional. Como “arte do efêmero”, a música não pode ser completamente conhecida e por isso é tão difícil enquadrá-la em um conceito simples.

Por hoje é só, na próxima semana a continuação onde enfocarei mais sobre definição da música e seus conceitos. Até o próximo post.

quarta-feira, 27/06/2007 Publicado por | Música | 3 Comentários

Tecnologia da Informação e sua importância no mundo globalizado.

ATENÇÃO, ESTE TEXTO FOI ATUALIZADO POR MIM EM UM NOVO BLOG

TANTO O TEXTO QUANTO A CRONOLOGIA ESTÃO MAIS ATUAIS E COMPLETAS (MAIS DE 70 NOVOS ITENS NA CRONOLOGIA) E PODEM SER ACESSADOS NO SEGUINTE ENDEREÇO:

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Terça-Feira, será o dia dedicado à Tecnologia. Nos dias de hoje, esse assunto faz parte de nossas vidas de uma forma tão intensa que é impossível viver sem. E, por isso, este tema não poderia faltar em um projeto informativo. Todas as Terças-Feira vocês acompanharão as novidades e entenderão porque Tecnologia é tão essencial ao desenvolvimento humano.

Para iniciar, decidi fazer uma breve introdução da relação entre globalização e tecnologia da informação, seguida de uma cronologia com alguns fatos marcantes do desenvolvimento tecnológico.

Muito se fala nos dias de hoje da globalização, onde a interação e depêndencia dos países se torna cada vez mais ampla, mais necessária, mais prioritária. Mesmo grades países como os Estados Unidos, França e Grã-Bretanha, não podem se auto-sustentar. Eles dependem de matéria-prima de países considerados de Terceiro Mundo, da mesma forma que estes dependem dos produtos industrializados dos países ricos. Dessa dependência, surgiu a necessidade de evolução no meio de transmissão da informação. Não mais pode-se depender de um mensageiro a cavalo para entregar uma mensagem importante. Nos dias de hoje, a informação é constante, crucial e indispensável. Segundos fazem a diferença, e por isso, existe tanta necessidade da tecnologia.

Os meios tecnológicos, inclúem muito mais do que os computadores. Desde o desenvolvimento do telégrafo e as mensagens em código-morse, o telefone e o advento do celular, aos satélites e a fibra óptica. Mas, o objeto de maior destaque na informação, é a internet. Este meio permitiu uma vasta gama de interação e informação, desde os primórdios do e-mail e dos BBS (Bulletin Board System), onde a internet era algo limitado e com poucos recursos – o que ainda assim, era fantástico – aos dias atuais com o enxame de mensageiros instantâneos, fóruns de informação, audio e vídeo conferências e compartilhamento da informação, tudo isso a uma velocidade espantosa. Graças à ela, podemos ver, ouvir e falar, com pessoas localizadas no Japão, Estados Unidos, Itália, África do Sul e Rússia, por exemplo, simultâneamente e em tempo real. As inovações em TI (Tecnologia da Informação) permitem um fluxo de informações constante e veloz, para a tomada de decisões cruciais com rapidez e segurança, e por isso, cada vez mais, torna-se parte de nossa vida e indispensável à nossa sobrevivência.

Cronologia – Evolução da Tecnologia da Informação (Este é apenas um resumo, com a listagem de alguns fatos marcantes. Uma cronologia completa ocuparia espaço demais, porém, esta é mais que suficiente para o leitor obter uma idéia dos avanços tecnológicos, e se for de seu interesse, poderá pesquisar mais sobre os assuntos aqui descritos.)

» Antes de Cristo
~4000 a.C.: Surge o alfabeto pictográfico, na Mesopotâmia. Primeiro alfabeto que se tem conhecimento, baseado em desenhos simplificados.
~3250-1950 a.C: Os sumérios criam a escrita cuneiforme.
~3000 a.C.: Os babilônios desenvolvem o ábaco.
~3000-2000 a.C.: Egípcios criam a escrita hieróglifa.
~1600 a.C.: Chineses inventam papel e a escrita por ideogramas.
~500 a.C.: Egípcios e romanos inventam os relógios e a numeração.

» 0 – 999
~825: Invenção do conceito de algoritmo.

» 1600
1623: Invenção das calculadoras.
1644: A Máquina de Somar de Pascal.
1679: Surge o cilindro de Leibnitz.

» 1800
1820: Máquina Diferencial de Babbage.
1833: Paul Nipkow cria o conceito de televisão.
1837: Cria-se o suporte em papel e o telégrafo.
1844: Surge telégrafo de Morse.
1856: É feita a primeira ligação transatlântica com cabo.
1874: Surge a primeira máquina de escrever.
1876: Graham Bell inventa o telefone.
1895: Transmissão de rádio por ondas eletromagnéticas do Transmissor de Marconi.

» 1900
1900: Surgimento da memória magnética.
1902: Surgem as primeiras tele-impressoras.

» 1910
1918: Codificação Enigma da Alemanha.

» 1920
1924: Computing-Tabulating-Recording Company muda seu nome para International Business Machines (IBM).
1927: 1ª demonstração pública da TV.
1927: Radio-telefonia torna-se operacional entre Londres e Nova Iorque.

» 1930
1933: 1º computador mecânico é construido na Alemanha, por Konrad Zuse.
1936: O matemático inglês Alan Turing estabelece os princípios teóricos do computador.
1936: Primeira transmissão televisiva, incorporando som e imagem, pela BBC britânica.
1937: Primeiro computador elétrico de Atanasoff e início dos computadores ABC.

» 1940
1940: Surge a TV a cores.
1940: George Stibitz interliga dois computadores via telefone, o que gerou idéias para o primeiro Modem.
1942: Plankalkül (primeira linguagem de programação).
1943: Britânicos decodificam mensagens secretas alemãs com o supercomputador Colossus.
1945: O ENIAC (primeiro computador eletrônico) torna-se operacional, inaugurando a primeira geração de computadores.
1947: Invetado o transístor.

» 1950
1950: Primeiro transístor de junção bipolar.
1950: Primeiro Modem digital.
1951: Surge o primeiro computador comercial – UNIVAC IBM 701.
1959: O Circuito Integrado estabelece a sua marca de inovação tecnológica.

» 1960
1960: Surgimento do sistema Unix, baseado no Mutics.
1961: Surge a primeira folha de cálculo eletrônica.
1963: Surge o primeiro mouse.
1963: Surge o Código ASCII padrão para troca de informações entre computadores.
1969: ARPANET dá início à Internet.

» 1970
1971: Surge o primeiro microprocessador, o Intel 4004.
1971: Criam-se as redes LAN sem fios (Wireless).
1971: O primeiro e-mail é enviado.
1972: Surge a Ethernet.
1974: A primeira rede ARPANET comercial é criada.
1975: A Microsoft é fundada por Bill Gates e Paul Allen.
1975: Surge o Altair, primeiro computador pessoal.
1976: Lançado o Apple I.
1977: Fundada a Apple, lança-se o Apple II.
1978: A VisiCalc dá início à disseminação das folhas de cálculo (planilhas eletrônicas).
1978: É identificada a primeira mensagem de spam.

» 1980
1981: Nasce a noção do ctrl+alt+del.
1981: Surge o Osborne I, o primeiro notebook.
1982: É criado o Protocolo Internet TCP/IP.
1983: ARPANET migra para TCP/IP.
1984: Lançado Modem 9600bps.
1984: Impressão Postscript é criada pela Adobe.
1984: HP pioneira na tecnologia de jato de tinta.
1985: Surge o primeiro vírus.
1985: Phillips inventa CD-ROM.
1986: Surge o formato JPEG.
1986: Surge o padrão SCSI.
1987: A Apple desenvolve fontes True Type.
1987: Surgem as placas de som.
1988: Primeiro supercomputador para aplicações gráficas.
1989: Tim Berners-Lee propõe a World Wide Web.

» 1990
1990: Lançado Windows 3.0, primeira versão de sucesso da interface gráfica.
1990: Surge o padrão IDE (Integrated Drive Electronics).
1990: A Adobe lança o Photoshop.
1991: Surge o Linux, baseado no Unix.
1991: MPEG faz o JPEG “mexer-se”.
1994: SMS traz o texto aos celulares.
1994: Galaxy torna-se o primeiro site de procura na Internet.
1995: Microsoft lança o Windows 95 com suporte Plug and Play, primeiro sistema operacional Windows.
1995: Criam-se o E-Commerce e a Amazon.
1995: Desenvolve-se o Microsoft DirectX.
1996: Macromedia introduz Flash.
1996: Suite Office para Windows 95 lançado.
1996: Nasce a USB (Universal Serial Bus).
1996: Lançamento do Windows NT 4.0.
1996: Nasce o DVD (Digital Video Disk).
1997: Voodoo lança a placa gráfica 3D.
1998: Nascem os CDs graváveis e regraváveis (CD-RW).
1998: Microsoft lança o Windows 98.
1999: Cria-se a Gigabit Ethernet.
1999: Nvidia lança a primeira GeForce
1999: Nascem os MP3.

» 2000
2000: Lançado o Windows 2000
2000: Lançado o Windows ME
2000: Mac OS X da Apple. Sistema operativo com interface gráfico baseado em Unix.
2000: Polémica do bug do milênio (Y2K Bug).
2001: Lançamento do primeiro iPod da Apple.
2001: Convergência dos celulares e PDAs.
2001: Assiste-se à criação de formas humanas realistas através da computação gráfica.
2001: Lançado o Windows XP.
2001: Surge o USB 2.0.
2003: Comunicações Wi-Fi disseminam-se.
2003: Lançamento do Microsoft Windows 2003 Server.
2006: Surge o conceito de Web 2.0.
2006: Apple lança o iPod Nano, o menor iPod com tela LCD e o iPod Video, com capacidade de armazenamento de até 80GB.
2006: Microsoft lança o Windows Vista para uso corporativo.
2007: Microsoft lança o Windows Vista a uso doméstico.

Por hora, isso é mais que suficiente. Aguardem os próximos posts.

terça-feira, 26/06/2007 Publicado por | Tecnologia | 23 Comentários

Amazônia – Um tema batido e debatido

h Política & Etc. Este será o tema das segundas-feiras aqui no Tribuna em Foco. A política por si só já configura um tema extremamente amplo, abrangendo vários aspectos que aqui poderiam ser abordados. Entretanto o acréscimo do “& Etc” concede maior liberdade para os temas. Talvez trate-se até de uma relação pleonástica, mas válida para essas intenções.

Como primeiro assunto, resolvi deixar que o Senador Cristovam Buarque fale. O tema “Amazônia” é, definitivamente, muito visitado pela política (e não só por ela). Em seu blog, este senador publicou um texto bastante interessante e válido para reflexão a respeito das questões levantadas. Vamos a ele:

 

01/11/2000 às 16:55
A Internacionalização do Mundo
 

Fui questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia, durante um debate, nos Estados Unidos. O jovem introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Foi a primeira vez que um debatedor determinou a ótica humanista como o ponto de partida para uma resposta minha. De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia.Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Respondi que, como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, podia imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia é para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Os ricos do mundo, no direito de queimar esse imenso patrimônio da humanidade.Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.

Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar que esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, possa ser manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante o encontro em que recebi a pergunta, as Nações Unidas reuniam o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu disse que Nova York, como sede das Nações Unidas, deveria ser internacionalizada.

Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola.

Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa.

Este artigo foi publicado também no Correio Braziliense em outubro de 2000. O debate a que se refere o senador aconteceu em setembro do mesmo ano em um hotel de Nova York. Para outras informações, favor escrever para neblina@senado.gov.br

Escrito por: Cristovam Buarque – ( www.cristovam.com.br )

 

Fica o texto para reflexão. Aguardem os próximos posts.

segunda-feira, 25/06/2007 Publicado por | Política & Sociedade | 3 Comentários

Tribuna em Foco

Informação…

Simplesmente informação.  Como algo tão simples pode ser ao mesmo tempo tão poderoso? Desde a antigüidade a informação, ou a falta dela,  decidiu os rumos de muitos povos. Destinos de países inteiros foram mudados com base na informação obtida (ou omitida). A falta de informação, ou a informação errônea,  pode causar danos graves. Guerras já começaram por informações erradas, e continuaram por falta de informação. Nos dias de hoje, a informação não é tão lenta; pelo contrário, é rápida, essencial, prioritária. Quem domina a informação detém o poder, e por isso, informação é tudo.

Desta base, nasce este projeto. Um projeto informativo que almeja levar a todos os leitores informações atualizadas, corretas e úteis para seu dia-a-dia.

Tal como o próprio nome do Blog já revela, tentamos aqui colocar “em pauta” opiniões diversas, e de diferentes temas. Por esse motivo, uma das premissas deste projeto é o diálogo contínuo com os leitores. Teremos aqui vários colaboradores, cada um abordando um determinado tema. E o debate com o leitor certamente seria útil, dando maior crédito ao projeto.

Informação, portanto, “para todos e por todos” (sem querer fazer trocadilhos!). Esse é o objetivo do “Tribuna em Foco“. Aguardem os posts diários!

Um forte abraço,
Equipe Tribuna em Foco

domingo, 24/06/2007 Publicado por | Na Tribuna | 3 Comentários

   

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