Tribuna em Foco

Opiniões merecem destaque!

Em obras…

Em virtude da falta de pessoal para compor a equipe, estamos paralizando as atividades para nos reestruturar.

Visando proporcionar uma melhor qualidade e uma maior fluência nos textos produzidos, estamos recrutando novos membros, para atender aos preceitos deste blog.

Até breve!

segunda-feira, 7/04/2008 Publicado por | Na Tribuna | 3 Comentários

Da ficção se faz a ciência

avatarlc.jpgTerça-Feira passada, eu havia comentado sobre os romances “2001: Uma Odisséia no Espaço” e “3001: A Odisséia Final”, hoje, torno a falar deles, não da forma que gostaria.

Na última quarta-feira, o mundo perdeu Arthur Clarke, aos 90 anos de idade. Cientista, escritor e visionário, um dos maiores de todos os tempos, Clarke atravessava fácil a linha entre a ciência e a ficção.

Clarke formulou três leis que tratam da relação entre o homem e a tecnologia:
1. Quando um cientista distinto (renomado) e experiente (de mais idade) diz que algo é possível, ele está quase certamente certo. Quando ele diz que algo é impossível, ele está muito provavelmente errado.
2. O único caminho para desvendar os limites do possível é aventurar-se além dele, através do impossível.
3. Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da mágica.

“Aqui jaz Arthur C. Clarke, que nunca parou de crescer”, diz a lápide, baseando-se numa das principais afirmações do autor de mais de uma centena de obras de ficção científica. Tendo previsto inclusive a chegada do Homem à Lua, foi também o idealizador dos satélites artificiais geoestacionários, nos quais se baseiam todos os modelos de telecomunicações atuais. Modesto, dizia que seu artigo, publicado em 1945, devia ter acelerado o progresso da humanidade em uns 15 minutos.

Sua obra de ficção mais conhecida, mas não a melhor, é “2001: Uma Odisséia no Espaço”, que ficou famosa na versão cinematográfica de Stanley Kubrick. Clarke acreditava que o elevador espacial, divulgado por ele em livros e entrevistas, era uma questão de tempo e de se descobrir os materiais adequados. Como também seria uma questão de tempo que a Terra tivesse um governo único e que armas e crimes deixassem de ter serventia para o homem.

A vasta literatura – tanto científica quanto fictícia – de Arthur Clarke, permanecerá alimentando ideías e sonhos por muitos séculos, até que as predições deste grande visionário sejam concluídas. Nos despedimos cientes de sua importância e esperançosos pelo futuro que virá.

Feliz humanidade, de poder contar com um mestre como Arthur Clarke.

terça-feira, 25/03/2008 Publicado por | Ciências & Saúde, Cinema & TV, Literatura, Tecnologia | Deixe um comentário

Uma reflexão…

ivanbilheiro.jpgPara esta segunda-feira pós-Páscoa, uma dica para suscitar reflexões…

A entrevista do médico Patch Adams ao maravilhoso programa Roda Viva:

Clique aqui para ver.

Bom proveito!

segunda-feira, 24/03/2008 Publicado por | Política & Sociedade | Deixe um comentário

Novos mundos

avatarlc.jpgO espaço é dos robôs ou faremos a exploração espacial “pessoalmente”? Enquanto um grupo de estudantes simula uma missão a Marte, vivendo como se estivessem em uma missão: eles passaram todo o tempo no interior de um laboratório com poucos metros cúbicos de espaço, vestindo roupas de astronautas, respirando oxigênio armazenado em cilindros e comendo comida de astronautas, replicando condições que os astronautas verdadeiros deverão encontrar por lá, o ônibus espacial Endeavour leva para a Estação Espacial Internacional um robô que deverá diminuir drasticamente a necessidade das caminhadas espaciais.
Certamente que o homem viajará ao espaço, procurando e explorando novos mundos. Este é o século em que começaremos a fazer turismo espacial e logo teremos naves que colocarão em órbita em uma semana mais passageiros do que todos os astronautas anteriores somados. Mas ainda dentro dos limites seguros da nossa magnetosfera. No decorrer deste milênio, é possível que a humanidade chegue às fantásticas tecnologias imaginadas pelo autor de “3001, A Odisséia Final” mesmo considerando que a primeira tentativa – 2001, Uma Odisséia no Espaço – não foi alcançada.
A questão é que a tecnologia atual ainda limita muito a atuação humana fora da nossa atmosfera. Há um efeito simbólico muito grande no envio de astronautas à Lua e a Marte. Mas serão os “netos” do Dextre que farão a maior parte do trabalho quando precisarmos minerar a Lua.
Vale comentar também o projeto europeu que está unindo a técnica do ensino à distância com a tecnologia e a atratividade que os sites de relacionamento têm sobretudo sobre a população mais jovem. Esta é uma bela convergência, que vem alimentar uma outra tendência inexorável: estudar e trabalhar remotamente. O que, afinal de contas, é uma tendência bem “verde”: economiza recursos, polui menos e melhora a qualidade de vida de todos. E agora com suporte integrado para a manutenção dos relacionamentos interpessoais – ainda que possa não ser o melhor dos mundos, é um lado bom de um novo mundo.

terça-feira, 18/03/2008 Publicado por | Ciências & Saúde, Tecnologia | Deixe um comentário

Educacionismo e educacionistas: pelo bem do Brasil

ivanbilheiro.jpgPobre dicionário – O Globo: 19/01/2008
Nesta semana, o Canal Brasil exibiu o clássico filme “Jango”, de Silvio Tendler. Nele, percebe-se que as forças progressistas defendiam o voto do analfabeto, mas não a erradicação do analfabetismo. O voto do analfabeto era parte das reformas de base; as outras diziam respeito à propriedade dos meios de produção e à intervenção do Estado na economia. São poucas as referências a transformações sociais diretas: saúde, moradia, água e saneamento, transporte público, educação. A falha não era de Jango, mas da visão importada pela esquerda brasileira, segundo a qual o progresso era efeito direto da economia, e a emancipação do povo e o atendimento das necessidades dos pobres eram conseqüência do crescimento econômico. 

Até Lula chegar ao poder, as reformas defendidas pela esquerda eram as mesmas: controlar o sistema financeiro, opor-se a todo tipo de privatização e ampliar a intervenção do Estado na economia, combater o FMI e o Plano Real, distribuir terra, mesmo que produtiva, e defender o fim de programas como a Bolsa-Escola, chamados de política compensatória.

Mas quando assumiu o governo, a esquerda deu uma guinada: adotou integralmente a política econômica do governo Fernando Henrique e desvirtuou a Bolsa-Escola, transformado-a em programa puramente assistencial, com o nome de Bolsa Família. O discurso tornou-se conservador, e passou a defender políticas compensatórias como carro-chefe e símbolo do discurso progressista. Trocou revolução por generosidade. 

Abandonou as bandeiras anteriores e não adotou novas. Continuou sem perceber que a verdadeira revolução possível e necessária está na garantia de acesso de todos à escola de máxima qualidade. A revolução não está mais em garantir ao operário a propriedade do capital do patrão, mas sim em assegurar que o filho do operário estude na mesma escola que o filho do patrão. 

Além de estar presa ao discurso economicista, nossa esquerda considera esse sonho utópico, impossível. Ela prefere os pequenos gestos políticos e econômicos às decisões fortes, com impacto direto na realidade social. Nos anos 60, garantir voto ao analfabeto era um ato politicamente progressista; mas a erradicação do analfabetismo seria um gesto socialmente emancipador. Hoje, em vez de escola com qualidade para todos, uma política transformadora e emancipadora, prefere-se a política da generosidade, enquanto o crescimento econômico não chega a todos. 

A esquerda já foi abolicionista, desenvolvimentista, socialista, comunista, reformista, nacionalista e internacionalista, mas nunca se assumiu educacionista, como venho propondo. Jamais viu a educação como vetor da transformação social. Palavras como educacionismo e educacionista nem sequer constam dos dicionários. 

A realidade socioeconômica de hoje exige a adoção destes termos: educacionismo, para definir o progresso e a transformação social com base em uma revolução na educação que assegure a máxima qualidade, para todos; e educacionista, para definir aqueles que defendem a necessidade de uma revolução social pelo educacionismo.Educador é o especialista em educação que usa seu conhecimento para formar e transmitir conhecimento; educacionista é o militante político que luta para que todos os habitantes do País tenham educadores competentes em escolas com a máxima qualidade. 

O desenvolvimentismo e o socialismo de hoje consistem no educacionismo: assegurar a mesma chance para todos, por meio de uma revolução educacional no País. Esse é o caminho possível. 

Mas faltam os educacionistas. Faltam os cidadãos, como foram os abolicionistas, capazes de se unir, independentes de sigla partidária, para defender que a revolução é necessária, possível, e que o caminho é a escola igual para todos. Mas como criar uma consciência educacionista, quando o educacionismo nem está nos dicionários? 

Talvez a culpa seja dos pobres dicionários, e não dos líderes sem imaginação que, há 50 anos, preferem defender o voto dos analfabetos a defender a erradicação do analfabetismo. 

Escrito por: Cristovam Buarque – cristovam@senador.gov.br
Em: www.cristovam.com.br

segunda-feira, 10/03/2008 Publicado por | Política & Sociedade | Deixe um comentário

China ultrapassará Estados Unidos em ciências e tecnologia

avatarlc.jpg“É como ter 40 anos de idade e jogar basquete contra um adversário de apenas 12 anos, mas que já tem a sua altura. Você é um pouco melhor do que ele, e tem mais experiência, mas não vai conseguir melhorar muito o seu desempenho. O futuro claramente não parece bom para os Estados Unidos.”

As palavras são do norte-americano Nils Newman, diretor de novos negócios da Search Technology, e servem como resumo dos resultados de um estudo comparativo sobre competitividade dos países mais industrializados.

Em um momento em que a economia norte-americana dá sinais cada vez mais fortes de uma inevitável recessão, a pesquisa chega como um grande banho de água fria para o país. De acordo com o estudo, financiado pela National Science Foundation, a China em breve ultrapassará o gigante rival e se tornará o principal motor da economia mundial, posição ocupada pelos Estados Unidos desde o fim da Segunda Guerra.

Os indicadores apontam que a inversão já começou, com os chineses aparecendo em 2007 na liderança no item competitividade tecnológica. O trabalho analisou o desempenho na exportação de produtos tecnológicos em 33 países, combinado com quatro fatores: orientação nacional no sentido da competitividade tecnológica, infra-estrutura socioeconômica, infra-estrutura tecnológica e capacidade de produção.

Os dados foram combinados com análises de especialistas para se chegar aos índices finais. Os Estados Unidos ficaram com 76,1, seguidos pela Alemanha com 66,8 e Japão com 66, mas com a China à frente, com um impressionante 82,8. Ao repetir a análise, mas para dados de 1996, os pesquisadores verificaram que o índice da China era de apenas 22,5, longe dos 95,4 dos norte-americanos, então no auge de seu domínio tecnológico.

“A China mudou completamente o cenário mundial em relação à tecnologia. Pegue manufatura de baixo custo, foque em tecnologia e combine o resultado disso com a crescente ênfase em pesquisa e desenvolvimento e teremos um resultado que, ao final, não deixará muito espaço para os outros países”, disse Alan Porter, diretor do Centro de Política Tecnológica do Instituto de Tecnologia de Georgia (Georgia Tech), que coordenou o estudo junto com Newman.

A pesquisa também indica que a China ultrapassará em breve os Estados Unidos no desenvolvimento de ciência e tecnologia básica, na capacidade de transformar inovações em produtos e serviços e na eficiência de venda para o resto do mundo.

Embora a China continue sendo encarada por muitos como um fabricante de produtos baratos e de baixa qualidade, o estudo, intitulado High Tech Indicators, mostra claramente que o gigante asiático tem aspirações muito maiores.

“Pela primeira vez em quase um século vemos a liderança em pesquisa básica e na capacidade econômica de buscar os benefícios das pesquisas – ou seja, criar e comercializar produtos baseados em pesquisa – em mais de um lugar no planeta”, disse Newman.

“É uma situação em que temos produtos tecnológicos no mercado mundial que não são desenvolvidos ou mesmo comercializados nos Estados Unidos. Não temos mais envolvimento com eles e até mesmo não sabemos que eles estão sendo lançados”, destacou.

A Georgia Tech tem produzido os High Tech Indicators desde a década de 1980, para tentar avaliar qual país se tornaria o “próximo Japão”, ou seja, o novo adversário dos norte-americanos na economia mundial.

O novo estudo indica que tanto os Estados Unidos como o Japão estão em queda no item competitividade tecnológica, em contraste com o crescimento elevado da China e de outros tigres asiáticos, como Coréia do Sul, Cingapura e Taiwan. Além disso, se os 27 países da União Européia foram considerados em conjunto, o resultado também deixaria os norte-americanos para trás.

Mas o maior sinal dos novos tempos é que os indicadores mostram que a maior parte das nações industrializadas atingiu uma espécie de equilíbrio. O que não se verifica nos números da China, que sinalizam um avanço sem interrupções nos próximos anos.

Fonte: Inovação Tecnológica

terça-feira, 4/03/2008 Publicado por | Ciências & Saúde, Política & Sociedade, Tecnologia | 1 Comentário

A luta pela educação é a luta pelo Brasil

ivanbilheiro.jpg     Não é segredo para nenhum brasileiro: o caminho para mudar o país passa, sem dúvida, pela educação. É através dela que se pode construir um Brasil melhor.

     Aliás, os termos “educação” e “construção” são claramente próximos. A educação é a construção da sociedade – em um de seus aspectos mais amplos.

     A luta que deve ser travada pela melhora e valorização da educação é a luta para melhorar o Brasil. É uma luta, portanto, pelo país. É a bandeira do povo que se levanta quando se defende uma educação de qualidade.

     Mas, é preciso que se tenha em mente, a luta por esta bandeira – como toda luta – necessita de uma conscientização dos envolvidos. Nesse caso específico, a idéia da qual se deve partir para a defesa da melhora do país através da educação é: a educação só é prioridade quando a sociedade assim exige.

     Isso remete ao fato de se ter, atualmente, um cenário de alarmante desvalorização da educação no Brasil, o que é muito grave. São sintomas desse crime, por exemplo: a desvalorização dos professores – não só no aspecto da remuneração financeira ruim quase generalizada, mas em relação, também, às péssimas condições de trabalho às quais muitos se submetem e à incapacidade de ter uma formação continuada; aceitação de uma imagem da juventude ligada à vagabundagem, em especial quando se encontra na faixa etária escolar; etc.

     Portanto, voltando à idéia base: a educação só é prioridade quando a sociedade assim exige. Naturalmente, então, o passo inicial é fazer com que a sociedade perceba a necessidade da educação para a mudança (posto que já existe a idéia de que é possível e necessário melhorar o país).

     Estudantes devem valorizar seus professores, suas escolas, o conhecimento adquirido no processo, bem como lutar por uma conscientização ampla do valor, propício à mudança, que se encontra tanto na juventude quanto na educação, difundindo a idéia de que, com educação de qualidade, a juventude estará pronta para fazer um país melhor.

     Professores devem lutar por seus direitos, bem como incutir nos estudantes a idéia de valorização da educação, fator importantíssimo para construção de uma base para a mudança.

      À sociedade em geral cabe, também, uma conscientização, sem dúvida. Mas deve-se perceber que essa mudança partirá, claramente, das escolas. Sairá delas a consciência necessária para a real luta pela educação que permitirá a todos os brasileiros, em conjunto, trabalhar na construção de um Brasil melhor.

     Mudar é difícil, mas é possível e necessário! Basta dar o primeiro passo.

segunda-feira, 25/02/2008 Publicado por | Política & Sociedade | 2 Comentários

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